Testes A/B

Teste A/B em página de vendas: o que é e por que fazer

Duas versões da página, o mesmo tráfego, ao mesmo tempo. A que vende mais fica no ar. O resto é palpite pago com verba de anúncio.

Equipe TestePerfeitoEspecialistas em testes A/B para infoprodutores

Publicado em 9 min de leitura

Um teste A/B é a forma mais simples de parar de adivinhar o que vende: você mostra duas versões da mesma página para o mesmo tráfego, ao mesmo tempo, e mede qual delas gera mais vendas aprovadas. A versão que vence fica no ar. A que perde sai. Não há opinião no meio.

Para quem vende infoproduto com tráfego pago, isso não é detalhe técnico. Você paga por cada clique, e quem decide se esse clique vira venda é a página. Neste artigo você vai ver o que é teste A/B na prática, por que ele deveria fazer parte de toda campanha e quais erros transformam um teste em mais um palpite.

O que é teste A/B, sem complicação

Imagine que você tem uma página de vendas e quer saber se outra promessa venderia mais. Em vez de trocar a página e torcer, você cria a versão B com a headline nova e deixa as duas rodando. Cada pessoa que chega pelo anúncio é sorteada para uma das versões e passa a ver sempre aquela.

Depois de alguns dias, você compara: de cada mil pessoas que viram a A, quantas compraram? E da B? Se a diferença for grande o bastante para não ser sorte, você tem uma vencedora. Para isso funcionar, quatro coisas precisam ser verdade:

  • Mesmo tráfego: as duas versões recebem gente do mesmo anúncio, do mesmo público, no mesmo período.
  • Ao mesmo tempo: A e B rodam em paralelo. Feriado, leilão caro ou dia de pagamento afetam as duas por igual.
  • Uma mudança clara: a B muda o que você quer aprender (a promessa, a oferta, o vídeo), não a página inteira por acaso.
  • Medida que paga as contas: no fim, o que importa é venda aprovada, não clique.
No teste A/B as duas versões dividem os mesmos dias. No antes e depois, cada uma pega uma semana diferente, e a semana pesa tanto quanto a página.
Antes e depoisTeste A/B
Quando as versões rodamUma depois da outraAo mesmo tempo
Quem vê cada versãoPúblicos de momentos diferentesO mesmo tráfego, sorteado
O que muda além da páginaSemana, leilão, criativo, sazonalidadeNada: o resto vale para as duas
O que dá para concluirPouca coisaQual versão vende mais
Por que comparar o mês passado com este mês não é teste A/B.

O custo do achismo no tráfego pago

Sem teste, a página é decidida por gosto: o do expert, o do copywriter, o do gestor de tráfego ou o do último curso que alguém assistiu. Às vezes o palpite acerta. O problema é que você não sabe quando.

E o palpite errado custa caro de um jeito silencioso. A campanha não quebra, o anúncio continua rodando, as vendas continuam entrando. Só que menos do que poderiam. Cada clique que cai numa página pior é verba que rendeu menos, e nenhum relatório mostra essa perda.

No funil de demonstração do TestePerfeito, a mesma página de vendas foi testada com duas headlines. A original levou 17,5% dos visitantes ao checkout. A versão com a headline nova levou 24,6%. Mesmo anúncio, mesmo produto, mesmo preço. Só a promessa mudou.

Detalhe da etapa Página de vendas: “Vencedor: B — B venceu com 99% de confiança: +41% de conversão (de 17,5% para 24,6%)” e a tabela das versões, Original com 2.019 visitantes e 353 avanços e Headline nova com 1.981 visitantes, 487 avanços e 100% de chance de ser a melhor.
Tela realFunil de demonstração: a versão B, com a headline nova, venceu a original na etapa da página de vendas, depois de cumprir o mínimo de dias e de conversões.

Por que todo infoprodutor deveria fazer teste A/B

O teste não serve só para achar uma página melhor. Ele muda a forma como a operação toma decisão.

A verba rende mais sem aumentar a verba

Melhorar a conversão da página é a forma mais direta de baixar o custo por venda sem mexer no anúncio. Se a página converte mais, cada real investido em tráfego traz mais venda. Isso vale para o lançamento, para o perpétuo e para o low ticket.

A discussão no time acaba

Quando o expert quer uma headline e o copywriter quer outra, o teste resolve sem desgaste. Você coloca as duas no ar e deixa o comprador decidir. Quem perde a aposta não perdeu a discussão: só aprendeu algo sobre o público.

O aprendizado se acumula

Cada teste ensina algo sobre quem compra de você: que promessa pega, que preço assusta, se o público prefere ver o vídeo ou ler a carta. Isso serve para a próxima página, para o próximo anúncio e para o próximo lançamento. Um palpite não ensina nada, porque você nunca sabe se ele foi bom.

Os erros mais comuns no teste A/B

A maior parte dos testes que dão errado não falha na ferramenta. Falha no método. Estes são os erros que mais aparecem em operação de infoproduto.

1. Trocar a página no meio da campanha

É o teste mais comum e o menos confiável: a campanha roda com a página A, alguém troca para a B, e depois se compara o antes com o depois. Só que o depois tem outro público, outro momento do leilão, outra fase do criativo. Você não sabe se a venda mudou por causa da página.

Tem ainda um custo escondido: editar o anúncio para apontar para uma página nova pode mexer no aprendizado da campanha. Por isso muita gente prefere não tocar em nada, e a página nunca melhora.

2. Testar uma semana depois da outra

É uma variação do erro anterior: uma semana com a A, outra com a B. Parece organizado, mas cada semana tem o seu tráfego. A semana do salário vende diferente da anterior. Uma semana com feriado vende diferente de uma semana cheia. A comparação justa é com as duas versões rodando nos mesmos dias.

3. Medir clique em vez de venda aprovada

Uma headline mais curiosa pode levar mais gente ao botão e vender menos, porque atrai quem não ia comprar. Um checkout pode receber mais pedidos e aprovar menos, porque recusa mais cartão. Se você decide pelo clique, pode escolher a versão errada com toda a confiança.

Esquema, sem escala: a versão que recebe mais cliques nem sempre é a que vende mais.

O clique e a chegada ao checkout são sinais úteis, porque aparecem antes e em maior número. Mas a decisão final deve olhar a venda aprovada: boleto gerado não é venda, Pix gerado não é venda, cartão recusado não é venda.

4. Parar o teste cedo demais

Nos primeiros dias, é comum uma versão disparar na frente e depois o placar virar. Com pouca gente, a sorte pesa muito. Parar o teste no primeiro dia em que a B parece melhor é decidir no cara ou coroa.

5. Mudar tudo de uma vez

Se a versão B tem headline nova, vídeo novo, preço novo e layout novo, e vence, você não sabe o que funcionou. Às vezes vale testar uma página totalmente diferente, mas o aprendizado sai menor. Para saber por onde começar, veja o que testar primeiro na página de vendas.

Como fazer um teste A/B do jeito certo

  1. Escolha uma hipótese. Por exemplo: uma promessa com prazo vende mais do que uma promessa genérica.
  2. Crie a versão B mudando o que a hipótese pede. O resto da página fica igual.
  3. Divida o tráfego ao mesmo tempo. Metade para a A, metade para a B, a partir do mesmo link.
  4. Garanta que cada pessoa veja sempre a mesma versão. Quem volta no dia seguinte não pode cair na outra.
  5. Meça a venda aprovada. Conecte a plataforma de pagamento para a venda chegar na versão certa.
  6. Espere o mínimo antes de decidir. Tempo e volume, não impressão.
  7. Mande o tráfego para a vencedora e comece o próximo teste.

No TestePerfeito essas regras vêm prontas. O anúncio aponta para um link único, e trocar a página ou abrir um teste não muda esse link. A mesma pessoa vê sempre a mesma versão no mesmo navegador. A venda chega pelo webhook da Hotmart, da Kiwify ou de outra plataforma e cai na versão de onde o comprador veio. E a vencedora só é declarada depois de pelo menos 7 dias, 25 conversões em cada versão e 95% de chance de ser a melhor (ou 90%, se você preferir).

Se a sua operação é de lançamento, os cuidados mudam um pouco, porque o carrinho fica aberto poucos dias. Falamos disso em teste A/B em lançamento.

Resumo: teste A/B é parar de pagar por palpite

Teste A/B é colocar duas versões da página no ar ao mesmo tempo, dividir o mesmo tráfego entre elas e deixar a venda aprovada dizer qual fica. Ele não exige uma operação gigante, mas exige método: nada de trocar a página no meio, comparar semanas diferentes ou decidir pelo clique.

Se você quer começar pelo próximo anúncio, o TestePerfeito tem 3 dias grátis com todos os recursos. O cartão é pedido no cadastro e só é cobrado depois do teste.

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Equipe TestePerfeitoEspecialistas em testes A/B para infoprodutores
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Perguntas frequentes

Teste A/B funciona com pouco tráfego?

Funciona, mas demora mais. Com pouco tráfego, cada versão junta conversões devagar, e o teste precisa de mais dias para separar diferença real de sorte. Nesses casos, prefira testar mudanças grandes, como a promessa ou a oferta, que têm mais chance de mostrar diferença.

Quantas versões posso testar ao mesmo tempo?

No TestePerfeito, até cinco versões por etapa, de A a E. Mas cada versão a mais divide o tráfego e alonga o teste. Para a maioria das páginas, duas ou três versões são o ponto certo.

Mexer numa versão durante o teste estraga o resultado?

Sim. Se você muda uma versão no meio, os dados de antes e de depois se misturam e o resultado deixa de dizer o que mudou. Se precisar mudar, encerre o teste e comece outro.

Preciso de programador para fazer teste A/B?

Não. No TestePerfeito você cola um código no cabeçalho da página uma vez e cria as variantes no editor visual, clicando no que quer mudar. Se preferir, a variante pode ser outra página, com outro endereço.

Quando o teste declara uma vencedora?

Depois de pelo menos 7 dias, com 25 conversões em cada versão e 95% de chance de ser a melhor (ou 90%, se você escolher). Antes disso, o painel mostra que está coletando dados e quem está na frente, sem declarar vencedora.

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